A técnica de imagem HDR em modelos físicos tem sido comprovada como uma excelente abordagem para análise e estudos de iluminação natural. O estudo realizado por Matos, Pavani e Scarazzato (2022) reforça essa confiabilidade e a indica como ferramenta promissora no ensino de projeto, considerando que o modelo físico é amplamente utilizado nos ateliês de graduação em Arquitetura e Urbanismo — enquanto a técnica de imagem HDR, por sua vez, tem sido aplicada majoritariamente em ambientes reais já construídos, e não em maquetes.
ver: 014.1 Modelo Físico e 014.2 Imagem HDR
Foi justamente essa lacuna que o estudo se propôs a preencher: apresentar o uso conjunto das duas técnicas especificamente para o ensino de projeto, momento em que o ambiente real ainda não existe e o modelo físico é o recurso disponível. A pesquisa foi financiada pela FAPESP (processo 17/24479-4) e publicada em uma edição da revista Gestão & Tecnologia de Projetos (USP) inteiramente dedicada a práticas pedagógicas no ensino de projeto — o que situa bem o problema que o estudo busca resolver: como avaliar iluminação natural em fases de projeto que ainda não têm um edifício construído para fotografar.
No estudo mencionado, foram realizadas fotografias tanto no ambiente real quanto no modelo físico construído, ambos posicionados e orientados da mesma maneira. As imagens resultantes — tanto as HDR quanto as suas decomposições em cores falsas — apresentaram distribuições de luz muito semelhantes entre real e modelo, como pode ser observado nas imagens abaixo:


O estudo permite concluir que imagens HDR de modelos físicos são confiáveis para análise qualitativa da iluminação natural — não substituem os dados quantitativos de uma simulação computacional ou de medições diretas de iluminância, mas oferecem uma leitura visual rápida e acessível da distribuição de luz, adequada justamente ao momento do processo de projeto em que decisões ainda estão sendo testadas e ajustadas, não validadas tecnicamente. É exatamente esse o papel que essa combinação de ferramentas ocupa entre os parâmetros 201 (Refletância), 206 (Ofuscamento urbano) e 411 (Ofuscamento interno), que aprofundam tecnicamente os fenômenos que essas imagens ajudam a enxergar primeiro.
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A geração dessas imagens em cores falsas, pode ser feita diretamente no Light Photo Analyzer — ferramenta desenvolvida pelo grupo de pesquisa por trás desta plataforma, na FAU-USP, especificamente para gerar imagens HDR e suas correspondentes em cores falsas a partir de fotografias convencionais.