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308. Dispositivos de sombreamento

Na seleção de dispositivos de sombreamento, é necessário considerar diversos aspectos, como eficiência, plasticidade, privacidade, luminosidade, ventilação, visibilidade, durabilidade e custos de implantação e manutenção. A combinação desses fatores indicará a solução mais adequada.

Existem diferentes tipos de dispositivos de sombreamento:

Dispositivos verticais fixos: Placas fixas perpendiculares ao plano horizontal, mais indicado quando a insolação tem incidência oblíqua à fachada. Possuem menor eficácia em fachadas onde a insolação é perpendicular (leste e oeste).

Dispositivos horizontais fixos: Placas fixas com eixos horizontais paralelos à fachada, mais eficazes quando o sol está mais alto e menos eficazes durante o nascer e pôr do sol. Beirais prolongados também podem servir como proteção horizontal. 

Dispositivos mistos: Combinação de dispositivos verticais e horizontais, especialmente indicados para fachadas norte e sul. Os painéis verticais cobrem as áreas críticas do protetor horizontal, enquanto os horizontais protegem o trecho de incidência próximo à perpendicular à fachada. Isso reduz custos, melhora a visibilidade e aumenta a iluminação natural.

Dispositivos móveis: Mais eficientes, pois podem ser ajustados de acordo com a variação solar ao longo do ano e do dia. No entanto, são mais caros devido aos mecanismos necessários para os movimentos.

Pérgulas: Protetores eficientes para áreas que necessitam de circulação de ar, como jardins. Permitem a entrada de luz filtrada e a ventilação adequada para as plantas.

Cobogós: Dispositivo amplamente utilizado no nordeste do Brasil, funcionando como um filtro de luz natural sem bloquear a ventilação.

Venezianas: Pequenos dispositivos horizontais, móveis ou fixos, projetados para permitir ventilação e iluminação máximas, enquanto evitam a entrada direta dos raios solares. São detalhadas em conjunto com as esquadrias.

Toldos: Geralmente feitos de lona e perfis metálicos, podem ser fixos ou retráteis, funcionando de forma semelhante aos dispositivos horizontais.

Dispositivos de proteção internos: Incluem persianas e cortinas, utilizados internamente. Embora impeçam que os raios solares atinjam os planos de trabalho, não impedem que os raios alcancem os vidros das aberturas e aqueçam o interior do ambiente. Devem ser projetados da mesma forma que os dispositivos externos, com melhor desempenho térmico ao utilizar cores claras e instalados afastados das vedações para minimizar a transmissão de calor por condução.

Passo a passo para o projeto de um dispositivo de sombreamento:

  1. Utilizar a Carta solar para determinar o horário e o período do ano em que se deseja a proteção.
  2. Criar uma máscara de sombra das edificações vizinhas e das massas de vegetação.
  3. Elaborar uma máscara de sombra das saliências da própria edificação, como marquises e beirais.
  4. Com base no tipo de insolação de cada fachada e nos pontos críticos identificados, definir o tipo de proteção a ser utilizado (vertical, horizontal, misto, fixo ou móvel). Levar em consideração aspectos como visibilidade, luminosidade, custos, plasticidade, durabilidade e manutenção.
  5. Realizar o detalhamento dos dispositivos de sombreamento selecionados.

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Referências:

BITTENCOURT, L. Uso das Cartas Solares: diretrizes para arquitetos. 5. ed. Maceió: EDUFAL, 2015.

LAM, W. M. C. Sunlighting As Formgiver for Architecture. 1St Edition edition. New York: Van Nostrand Reinhold, 1986.

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